Curso de Fotografia

Introdução: A Imagem


Sempre foi natural do homem procurar o registro puro e simples dos acontecimentos à sua volta. As pinturas rupestres das cavernas pré-históricas, os primeiros registros visuais e tentativas de escrita, bem como as inscrições hieroglíficas do antigo Egito e imediações, são testemunho desta necessidade, desde os mais remotos tempos. Mas, uma vez dominada a técnica do registro através do desenho, o homem passou então a desenvolver uma dimensão estética destes registros, que preocupava-se não apenas com a simples representação, mas uma representação que traduzisse a idéia do belo, do aprazível, da harmonia. A essa dimensão estética da representação denominou-se ARTE.

Portanto, pode-se considerar razoável que há muito tempo o homem busca imitar suas ações em simulacros, sendo tanto uma necessidade sócio-cultural como religiosa. E, por vezes, ambas, pois na antigüidade não havia dissociação entre a vida social e a vida espiritual em muitas sociedades. Esse foi o primeiro conceito de estética, pois a busca do belo e perfeito representava a busca pela própria divindade. Posteriormente, muitos ritos e símbolos deste conhecimento milenar foram se perdendo e a representação passou a ser, para a maioria das pessoas, apenas uma curiosidade histórica, um elo de uma corrente no desenvolvimento cronológico da arte, ou ainda a depositária de certas tradições, única forma de mantê-las vivas. Atualmente, só temos conhecimento da existência desses rituais e de uma simbologia antiga através de suas reproduções visuais.

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