{"id":328,"date":"2024-08-14T21:03:36","date_gmt":"2024-08-15T00:03:36","guid":{"rendered":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=328"},"modified":"2024-08-14T21:03:38","modified_gmt":"2024-08-15T00:03:38","slug":"especial-humberto-mauro-e-tudo-verdade-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=328","title":{"rendered":"Especial Humberto Mauro &#8211; \u00c9 Tudo Verdade 2023"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Ao reavivar trechos do cineasta Humberto Mauro para um document\u00e1rio reflexivo, o diretor Andr\u00e9 Di Mauro suscita, anos depois, alguns dos mesmos debates e contradi\u00e7\u00f5es que acompanharam a trajet\u00f3ria de seu tio-av\u00f4, pioneiro do cinema brasileiro.<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"662\" src=\"https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IMG_ETV_L3_1-1024x662.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-329\" srcset=\"https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IMG_ETV_L3_1-1024x662.jpg 1024w, https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IMG_ETV_L3_1-300x194.jpg 300w, https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IMG_ETV_L3_1-768x496.jpg 768w, https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IMG_ETV_L3_1.jpg 1266w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por Luca Scupino <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCinema \u00e9 cachoeira\u201d, profetizava Humberto Mauro (1897-1973), cineasta pioneiro no desenvolvimento de um cinema tipicamente brasileiro, por muitos considerado o primeiro que adequou a problem\u00e1tica nacional \u00e0 produ\u00e7\u00e3o tanto de fic\u00e7\u00f5es quanto document\u00e1rios. Nascido em Minas Gerais, sua longa carreira abarca desde produ\u00e7\u00f5es silenciosas at\u00e9 o advento do Cinema Novo, do qual ficou reconhecido como pai espiritual dos jovens diretores &#8211; e sua trajet\u00f3ria no document\u00e1rio \u00e9 retomada no festival \u00c9 Tudo Verdade, em 2023, cuja sele\u00e7\u00e3o de curtas-metragens contou com a curadoria de dois dos maiores especialistas no diretor, Sheila Schvarzman (Universidade Anhembi Morumbi) e Eduardo Morettin (ECA-USP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A filmografia de Mauro \u00e9 geralmente dividida em tr\u00eas fases. A primeira envolve os filmes realizados no chamado Ciclo de Cataguases (1926-1929), na cidade de mesmo nome. S\u00e3o obras ficcionais, silenciosas, que tinham como centro o retrato dos costumes e uma forte rela\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 presente ao longo de toda sua carreira, entre homem e paisagem. Convidado pelo produtor Adhemar Gonzaga para realizar filmes na rec\u00e9m-fundada produtora Cin\u00e9dia, a&nbsp; segunda fase (1929-1936) ser\u00e1 a incurs\u00e3o do diretor no terreno industrial, da qual surge a sua obra mais c\u00e9lebre: <em>Ganga Bruta<\/em> (1933), na \u00e9poca um fracasso de bilheteria. Os anos seguintes o ver\u00e3o como chefe do INCE (Instituto Nacional de Cinema Educativo), fundado no Estado Novo de Get\u00falio Vargas, em 1937. Nesse per\u00edodo, sob a tutela do Estado fascista, o cineasta ir\u00e1 se dedicar a mais de 300 curtas-metragens educativos e document\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00faltimo, mesmo que de cunho institucional, parece ter sido o dom\u00ednio em que&nbsp; Mauro plenamente se realizou, como cineasta. Profundamente interessado pelo mundo ao seu redor &#8211; conforme evidencia <em>Mauro, Humberto<\/em> (1975), curta de David Neves sobre o cineasta &#8211; sua <em>mise-en-sc\u00e8ne<\/em> sempre se conecta ao ritmo da natureza e ao peso da tradi\u00e7\u00e3o em um mundo de constantes mudan\u00e7as. Talvez tenha sido esse interesse que o colocou como mentor dos cineastas modernos dos anos 1960, tido por Glauber Rocha como o primeiro a encontrar uma identidade nacional na pel\u00edcula, e segundo quem seria \u201cum cineasta educado pela sensibilidade, intelig\u00eancia e coragem\u201d (ROCHA, p. 45).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo sua confusa ideologia pol\u00edtica (o interesse por um \u201cBrasil profundo\u201d e pela tradi\u00e7\u00e3o mineira se atrita em cena com as pol\u00edticas nacionalistas, autorit\u00e1rias de Get\u00falio), para Rocha, \u201cn\u00e3o esconde a viol\u00eancia da mis\u00e9ria\u201d ao obter um quadro real do Brasil em imagem. \u00c9 nesse sentido que, no modo como o cr\u00edtico Andr\u00e9 Bazin coloca, podemos enquadr\u00e1-lo junto aos cineastas que acreditam no cinema enquanto mecanismo que possibilita uma evid\u00eancia da realidade, tais como Murnau e Stroheim o fazem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De filmes como <em>Lagoa Santa<\/em> (1940) a <em>Engenhos e Usinas<\/em> (1955) e as duas vers\u00f5es de <em>Carro de Bois<\/em> (1956 e 1974), h\u00e1 um interesse inexor\u00e1vel por aquilo que tamb\u00e9m Bazin, escrevendo sobre Jean Renoir, denominava a \u201cepiderme do mundo\u201d &#8211; de modo que, em alguns dos document\u00e1rios educativos, a explica\u00e7\u00e3o do narrador s\u00f3 entra dez minutos ap\u00f3s as imagens, t\u00e3o fascinado que Mauro est\u00e1 pela materialidade das coisas: o universo rural, a vida animal, a gente do campo. Estamos falando de um cineasta que, a despeito das contradi\u00e7\u00f5es de seu tempo, nunca abandonou uma rela\u00e7\u00e3o de alteridade com o mundo e os seres.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por esse motivo, desperta interesse o longa-metragem <em>Humberto Mauro &#8211; Cinema \u00e9 Cachoeira<\/em> (2018, Andr\u00e9 Di Mauro), realizado pelo sobrinho-neto do cineasta mineiro. Trata-se de um document\u00e1rio experimental, composto majoritariamente por trechos dos filmes de Humberto Mauro, e que investiga temas e formas importantes para a sua trajet\u00f3ria. Ao mesmo passo, o plano sonoro \u00e9 composto por depoimentos de arquivo do pr\u00f3prio autor e, eventualmente, de alguns de seus colaboradores, que v\u00e3o de Nicette Bruno (atriz de <em>O Canto da Saudade<\/em>, 1950) a Jos\u00e9 A. Mauro, filho de Humberto que fotografou alguns de seus filmes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cena inicial retoma o momento final de <em>Carro de Bois<\/em>, seu \u00faltimo filme, no qual, j\u00e1 aos 77 anos, o diretor reconhece a pr\u00f3pria finitude, a efemeridade do mundo que retratou nos seus filmes, e se recusa a reproduzir o t\u00edpico <em>happy-end<\/em> das produ\u00e7\u00f5es de sua \u00e9poca. No entanto, onde o horizonte em Humberto Mauro se associava a um crep\u00fasculo melanc\u00f3lico, aqui emula, estranhamente, um nascer do Sol &#8211; recome\u00e7o seguido por v\u00e1rias outras paisagens matinais. Enquanto essa natureza pulsante \u00e9 apresentada, sons de tel\u00e9grafo se misturam \u00e0s imagens, estabelecendo desde o in\u00edcio a contradi\u00e7\u00e3o central de Mauro, que sempre esteve \u00e0 meia-dist\u00e2ncia entre o \u201cverdadeiro Brasil\u201d e aquele representado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o e as institui\u00e7\u00f5es de poder. O sentido das imagens, aqui, \u00e9 sempre estabelecido pela montagem, pela associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens que se seguem comp\u00f5em uma narrativa que associa os diversos motivos tem\u00e1ticos nas obras de Mauro pela recorr\u00eancia das formas: as paisagens rurais, os animais, a colheita, o c\u00e9u, as apari\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio cineasta como ator e, claro, as cachoeiras. Da\u00ed, se compreende a frase de Mauro que d\u00e1 o subt\u00edtulo ao filme: \u201ccinema \u00e9 cachoeira\u201d pois ambos est\u00e3o ligados \u00e0 natureza do Brasil, de Minas Gerais, tal como ao transbordamento da mat\u00e9ria, \u00e0 energia cin\u00e9tica da m\u00e1quina do mundo. E, nesse processo, o filme tamb\u00e9m entrev\u00ea a imagem de uma hist\u00f3ria do Brasil no s\u00e9culo XX, tal como as mudan\u00e7as que deixaram para tr\u00e1s, a um s\u00f3 passo, o mundo ali retratado e seu cinema, revalorizado apenas quando j\u00e1 estava no final da carreira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se h\u00e1, por um lado, um enorme respeito pelo imagin\u00e1rio mauriano, que praticamente sozinho d\u00e1 base ao document\u00e1rio, por outro a l\u00f3gica proposta pela montagem parece contrapor \u00e0 forma como o cineasta encarava a rela\u00e7\u00e3o entre imagem e realidade. Glauber Rocha escrevia que <em>Ganga Bruta<\/em> \u201cenquadra-se como cinema de <em>mise-en-sc\u00e8n<\/em>e: a montagem n\u00e3o \u00e9 uma tirania e \u00e9 a vis\u00e3o do cineasta diante de cada fase dram\u00e1tica que o impulsiona para esta ou aquela escolha da c\u00e2mera, realizando a montagem a partir de um ritmo interior\u201d (ROCHA, p. 50). Mesmo a multiplicidade de estilos que o filme de 1933 abarca \u00e9 colocada em perspectiva pela maneira org\u00e2nica com que Mauro concebia essa rela\u00e7\u00e3o com a realidade, pela intimidade que possu\u00eda com os processos da <em>physis<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem de Humberto Mauro \u00e9 aquela da unidade entre homem e mundo, ao passo em que o document\u00e1rio fragmenta essa dial\u00e9tica delicada por uma montagem constitu\u00edda de truques, que favorecem uma organiza\u00e7\u00e3o intelectual dos processos do diretor e dividem a riqueza de seu mundo em eixos tem\u00e1ticos. Pois, em Humberto Mauro, o mundo \u00e9 sempre m\u00faltiplo, tecido por contradi\u00e7\u00f5es que se evidenciam nas fronteiras do plano (a\u00ed, inclusive, \u00e9 onde reside o realismo e a pot\u00eancia de seus filmes). A beleza de sua obra est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o com o espa\u00e7o, na continuidade do tempo morto que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s de uma montagem invis\u00edvel, org\u00e2nica. Enquanto, em <em>Humberto Mauro<\/em>, primeiro mostram-se cenas do campo, depois de animais, em seguida dos engenhos e das cidades (onde ouvimos o cineasta falar sobre os aspectos comerciais no cinema), de modo que nada \u00e9 integrado, o document\u00e1rio elimina a unidade poss\u00edvel entre homem e mundo, t\u00e3o pr\u00f3pria ao universo mauriano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao ordenar o filme a partir de uma montagem dial\u00e9tica, na qual o sentido est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o entre imagens (em oposi\u00e7\u00e3o ao conte\u00fado imanente a elas), o que se tem \u00e9 um cinema muito menos pr\u00f3ximo da obra de Mauro que, por exemplo, da de Mario Peixoto &#8211; diretor de <em>Limite <\/em>(1931), obra-prima que historicamente \u00e9 tida como o lado oposto das vanguardas cinematogr\u00e1ficas dos anos 1920-30 e que, inclusive, d\u00e1 as caras em dado momento do document\u00e1rio. Tentativa de trazer um contraponto hist\u00f3rico aos filmes de Mauro? Dif\u00edcil saber mas, independente da inten\u00e7\u00e3o, a imagem parece descontextualizada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora a estrutura do filme trilhe por um caminho um tanto contradit\u00f3rio, a sele\u00e7\u00e3o das imagens e a composi\u00e7\u00e3o de uma narrativa sustentam sua 1h30, de modo que a obra se assemelha a uma mem\u00f3ria, como se um neto relembrasse as falas long\u00ednquas de seu av\u00f4 &#8211; h\u00e1 um momento, inclusive, em que ele envia uma mensagem aos netos, a ser lida no futuro, pedindo-lhes que respondam se a Terra \u00e9 mesmo azul, vista do espa\u00e7o. Por esse motivo, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o ver beleza nas associa\u00e7\u00f5es entre crian\u00e7as correndo nos filmes de Mauro; na inaugura\u00e7\u00e3o, ao lado de sua fam\u00edlia, de uma avenida em seu nome; nas falas que reivindicam uma paix\u00e3o pelo cinema brasileiro e a cria\u00e7\u00e3o de uma ind\u00fastria nacional; ou mesmo quando o filme rebobina e \u00e1rvores derrubadas pelo desmatamento voltam a fincar-se no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de existirem imagens contempor\u00e2neas, produzidas para o document\u00e1rio, lhe faz falta revisitar esse mundo pelo qual Humberto Mauro era t\u00e3o apaixonado, desvendar novas formas que n\u00e3o apenas se alimentem dos filmes por ele realizados, mas tamb\u00e9m de um mundo real que, para Mauro, era muito mais importante que a arte. Claro, \u00e9 um desafio imenso realizar um document\u00e1rio sobre um dos maiores documentaristas do Brasil &#8211; e que inclusive critica os document\u00e1rios contempor\u00e2neos feitos de entrevistas. Mas entre a decomposi\u00e7\u00e3o de seus filmes sob novo formato ou assist\u00ed-los em sua unidade original, a escolha n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil, visto que neles h\u00e1 sempre algo novo a se descobrir. Pois Humberto Mauro, mesmo em seus filmes centen\u00e1rios, sempre ser\u00e1 contempor\u00e2neo &#8211; j\u00e1 dizia Paulo C\u00e9sar Saraceni, \u201co Cinema Novo \u00e9 quest\u00e3o de verdade, e n\u00e3o de idade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Biografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luca Scupino \u00e9 cineasta independente, pesquisador e cr\u00edtico, formado em Cinema pela FAAP, onde dirigiu e roteirizou 4 curtas-metragens. Atualmente pesquisa na \u00e1rea de hist\u00f3ria do cinema e teoria est\u00e9tica, e escreve artigos para diferentes meios. \u00c9 cin\u00e9filo desde que se entende por gente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u2014<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cobertura do 28\u00ba Festival Internacional de Document\u00e1rios \u00c9 Tudo Verdade faz parte do programa Jovens Cr\u00edticos que busca desenvolver e dar espa\u00e7o para novos talentos do pensamento cinematogr\u00e1fico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Equipe Jovens Cr\u00edticos Mnemocine:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Coordena\u00e7\u00e3o idealiza\u00e7\u00e3o: Fl\u00e1vio Brito<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produ\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o adjunta: Bruno Dias<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Edi\u00e7\u00e3o: Davi Galantier<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao reavivar trechos do cineasta Humberto Mauro para um document\u00e1rio reflexivo, o diretor Andr\u00e9 Di Mauro suscita, anos depois, alguns dos mesmos debates e contradi\u00e7\u00f5es que acompanharam a trajet\u00f3ria de seu tio-av\u00f4, pioneiro do cinema brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":329,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-328","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cinema"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/IMG_ETV_L3_1.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/328","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=328"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/328\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":330,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/328\/revisions\/330"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=328"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=328"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mnemocine.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=328"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}