{"id":366,"date":"2024-08-14T21:56:20","date_gmt":"2024-08-15T00:56:20","guid":{"rendered":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=366"},"modified":"2024-08-14T22:12:14","modified_gmt":"2024-08-15T01:12:14","slug":"fellini-confidencias-revisitadas-2023-jean-christophe-rose-e-tudo-verdade-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=366","title":{"rendered":"Fellini, Confid\u00eancias Revisitadas (2023, Jean-Christophe Ros\u00e9) |\u00a0 \u00c9 Tudo Verdade 2024\u00a0"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fellini-2-1024x683.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-367\" srcset=\"https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fellini-2-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fellini-2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fellini-2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/mnemocine.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/fellini-2.jpeg 1150w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Por Andr\u00e9 Quental Sanchez<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das semelhan\u00e7as tem\u00e1ticas, a diferencia\u00e7\u00e3o entre <em>Meu nome \u00e9 Alfred Hitchcock<\/em> (2022, Mark Cousins), e <em>Fellini, Confid\u00eancias Revisitadas (2023, Jean- Christophe Ros\u00e9) <\/em>se d\u00e1 pela maneira como s\u00e3o constru\u00eddos os seus discursos. Enquanto o primeiro \u00e9 constru\u00eddo em cima de uma narra\u00e7\u00e3o e um ode ao diretor, o segundo constroi um relato mais humano e menos on\u00edrico, trabalhando o formato das entrevistas e focando principalmente nas reflex\u00f5es de Federico Fellini.<\/p>\n\n\n\n<p>O come\u00e7o explica que o diretor&nbsp; Jean-Christophe entrevistou Fellini no come\u00e7o dos anos 80, mas grande parte das filmagens acabaram sendo perdidas. Ap\u00f3s muitos anos, Ros\u00e9 revisita o que restou, optando por terminar o filme para devolver \u00e0 vida esse cineasta que marcou o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em menos de uma hora de document\u00e1rio, acompanhamos a vida de Fellini como jovem roteirista e somos guiados por momentos marcantes de sua vida. Entramos na vida pessoal do diretor italiano na medida em que testemunhamos o encontro com a musa de sua vida, Giulietta Masina, e acompanhamos a luta constante que Fellini teve com a depress\u00e3o, algo que o guiou inclusive criativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 reconfortante assistir um Fellini com mais de 60 anos, t\u00e3o cheio de vida e com tanta sabedoria para distribuir, seus coment\u00e1rios permanecendo t\u00e3o meticulosos quanto a sua dire\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo em que traz reflex\u00f5es pessoais, o diretor tamb\u00e9m fala de conhecimentos t\u00e9cnicos como a import\u00e2ncia de uma boa ilumina\u00e7\u00e3o, que segundo ele traria a pureza do cinema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no filme sobre o \u201cmestre do suspense\u201d, somos apresentados a trechos e bastidores de diversas produ\u00e7\u00f5es de Fellini. A produ\u00e7\u00e3o de <em>Amarcord (1973) <\/em>revela como o diretor lidou com a morte de seu analista<em>, <\/em>enquanto os materiais de <em>La Dolce Vida (1960)<\/em> demonstram as pol\u00eamicas que acompanharam o filme nos setores mais conservadores<em>. Casanova (1976), <\/em>por sua vez, atravessa a ponte falta de identifica\u00e7\u00e3o que Fellini apresentava com seu protagonista.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo esse \u00faltimo, acompanhamos um retrato triste dos anos finais de Fellini. Jean Christophe constroi um acelerado e melanc\u00f3lico retrato&nbsp; de seus \u00faltimos anos. O fato de parte das filmagens ter sido perdida, e a entrevista ter sido feita 12 anos antes do pr\u00f3prio Federico morrer, pode ter auxiliado na mudan\u00e7a de ritmo. Mas isto n\u00e3o afeta o document\u00e1rio em seu objetivo de devolver Fellini \u00e0 vida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Biografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Quental Sanchez \u00e9 graduado em cinema na Funda\u00e7\u00e3o Armando \u00c1lvares Penteado (FAAP), onde roteirizou e dirigiu um curta-metragem. Tem muito interesse na \u00e1rea do som, cr\u00edtica e roteiro e gosto pelo campo cinematogr\u00e1fico desde que se enxerga como gente. Atualmente est\u00e1 fazendo p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em roteiro no Senac Lapa Scipi\u00e3o e pretende seguir vida acad\u00eamica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>_<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cobertura do 29\u00ba Festival Internacional de Document\u00e1rio \u00c9 Tudo Verdade faz parte do programa Jovens Cr\u00edticos que busca desenvolver e dar espa\u00e7o para novos talentos do pensamento cinematogr\u00e1fico brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Equipe Jovens Cr\u00edticos Mnemocine:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Coordena\u00e7\u00e3o e Idealiza\u00e7\u00e3o: Fl\u00e1vio Brito<\/p>\n\n\n\n<p>Produ\u00e7\u00e3o e Edi\u00e7\u00e3o: Bruno Dias<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Davi Krasilchik, Luca Scupino, Fernando Oikawa e Gabriela Saragosa<\/p>\n\n\n\n<p>Edi\u00e7\u00e3o Adjunta e Assistente de Produ\u00e7\u00e3o: Davi Krasilchik e Rayane Lima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Andr\u00e9 Quental Sanchez Apesar das semelhan\u00e7as tem\u00e1ticas, a diferencia\u00e7\u00e3o entre Meu nome \u00e9 Alfred Hitchcock (2022, Mark Cousins), e Fellini, Confid\u00eancias Revisitadas (2023, Jean- Christophe Ros\u00e9) se d\u00e1 pela maneira como s\u00e3o constru\u00eddos os seus discursos. 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