{"id":572,"date":"2025-06-08T21:48:32","date_gmt":"2025-06-09T00:48:32","guid":{"rendered":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=572"},"modified":"2025-06-08T21:48:33","modified_gmt":"2025-06-09T00:48:33","slug":"entrevista-com-katia-coelho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=572","title":{"rendered":"Entrevista com K\u00e1tia Coelho"},"content":{"rendered":"\n<p>K\u00e1tia Coelho iniciou sua carreira cinematogr\u00e1fica em 1983 como assistente de c\u00e2mera, tendo trabalhado em 19 filmes como primeira assistente. Exerceu a fun\u00e7\u00e3o de Dire\u00e7\u00e3o de Fotografia em 20 curtas e dois longas: <em>Casamento de Louise<\/em>, de Betse de Paula (2001) e <em>T\u00f4nica Dominante<\/em>, de Lina Chamie (2000), que recebeu o 2\u00ba lugar de Melhor Fotografia no &#8216;Kodak Vision Award&#8217;. Atualmente \u00e9 professora de Dire\u00e7\u00e3o de Fotografia da ECA\/ USP. A entrevista a seguir foi concedida a Alessandra Meleiro em 2001. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voc\u00ea acaba de ganhar o segundo lugar no Kodak Vision Award, que premia as mulheres do cinema no mundo inteiro, com a fotografia de <em>T\u00f4nica Dominante<\/em>. O que significou esse pr\u00eamio?<\/strong><br>Uma pessoa do Kodak Vision Award, atrav\u00e9s do longa da Lina, me convidou para participar desse pr\u00eamio e depois eu recebi um e-mail sendo informada do segundo lugar. Uma coisa legal \u00e9 voc\u00ea perceber que voc\u00ea existe no mundo, que cinema \u00e9 uma linguagem universal. O pr\u00f3prio filme da Lina, por ser um filme de poucas palavras, \u00e9 muito universal. Foi bacana essa sensa\u00e7\u00e3o de voc\u00ea estar dentro do mundo. Para mim, que sou uma pessoa muito introspectiva, \u00e9 muito bacana saber que voc\u00ea se comunica sem estar presente.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como foi trabalhar com a Lina Chamie em<\/strong> <em><strong>T\u00f4nica Dominante?<\/strong><\/em><br>Trabalhar com a Lina \u00e9 um presente para um Diretor de Fotografia. Primeiro porque a Lina \u00e9 uma pessoa f\u00e1cil de trabalhar. \u00c9 uma pessoa exigente; ela exige uma qualidade de toda a equipe que \u00e9 bacana, que resulta num filme super-profissional. O <em>T\u00f4nica Dominante<\/em> teve um or\u00e7amento de R$ 500.000 ou seja, U$ 250.000, e foi rodado em tr\u00eas semanas e meia, que \u00e9 muito r\u00e1pido para um longa, ent\u00e3o \u00e9 muito bom trabalhar com a Lina porque ela sabe muito bem o que quer. O filme \u00e9 sobre m\u00fasica e imagem, praticamente. O filme \u00e9 muito sensorial porque \u00e9 baseado na imagem e na m\u00fasica. Tem um roteiro simples \u2013 eu acho o roteiro muito bonito \u2013, porque na verdade \u00e9 um roteiro sobre a constru\u00e7\u00e3o da arte e sobre o encontro do amor, que eu acho que \u00e9 um desejo comum a todos os seres humanos: o desejo da beleza, do envolvimento, n\u00e3o s\u00f3 a beleza f\u00edsica, da beleza como um todo, da est\u00e9tica. Ent\u00e3o este tipo de roteiro, que trabalha muito na abstra\u00e7\u00e3o, na abstra\u00e7\u00e3o do pensamento, na percep\u00e7\u00e3o dos sentimentos, \u00e9 muito bom para um diretor de fotografia, porque voc\u00ea tem que entrar numa sincronicidade. A gente busca estar em sintonia com o invis\u00edvel do Diretor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D\u00e1 para perceber na tela o encontro de dois olhares femininos<\/strong>&#8230;<br>Foi um encontro do olhar de duas mulheres. A Lina \u00e9 uma musicista \u2013 ela n\u00e3o \u00e9 mais uma musicista, mas desde crian\u00e7a ela tinha esse v\u00ednculo com a m\u00fasica cl\u00e1ssica que, na minha opini\u00e3o, \u00e9 a forma mais abstrata de percep\u00e7\u00e3o, porque voc\u00ea trabalha com a imagina\u00e7\u00e3o ouvindo uma m\u00fasica: voc\u00ea n\u00e3o tem outros dados como a palavra ou a imagem, ent\u00e3o eu sinto como uma percep\u00e7\u00e3o feminina porque s\u00e3o duas mulheres. Mas \u00e9 claro, se estivesse o Pedro Farkas fotografando \u2013 pegando uma pessoa que eu conhe\u00e7o bem, com que eu trabalhei bastante, que trabalha muito com a percep\u00e7\u00e3o dos roteiros \u2013 teria s\u00f3 uma outra fotografia, mas teria o olhar da diretora tamb\u00e9m, porque o importante na Dire\u00e7\u00e3o de Fotografia \u00e9 voc\u00ea estar vinculado ao roteiro, vinculado \u00e0 est\u00f3ria do roteiro; e no caso da Lina \u00e9 um olhar especial mesmo, porque \u00e9 um filme voltado para a poesia e para a m\u00fasica, ent\u00e3o a imagem tem que estar nesta mesma sintonia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E o trabalho com a Dire\u00e7\u00e3o de Arte em<\/strong> <em><strong>T\u00f4nica Dominante?<\/strong><\/em><br>O trabalho no <em>T\u00f4nica Dominante<\/em> foi muito em conjunto e vinculado \u00e0 Lina mesmo, \u00e0 dire\u00e7\u00e3o. A Lina era nosso maestro. Assim como o maestro (o personagem do Carlos Greg\u00f3rio) conduz a est\u00f3ria no filme, a Lina conduzia toda a equipe nesta mesma est\u00f3ria, tanto a fotografia, quanto a Dire\u00e7\u00e3o de Arte da Ana Abreu, quanto o Paulo Sacramento na montagem. N\u00f3s est\u00e1vamos em sintonia o tempo todo. A gente tinha aquela est\u00f3ria muito pr\u00f3xima da gente; o trabalho da Dire\u00e7\u00e3o de Arte come\u00e7ou na pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o e n\u00f3s t\u00ednhamos muitas refer\u00eancias de cor. Fizemos testes de cor, pois o filme \u00e9 dividido em tr\u00eas cores. Eu acho que \u00e9 uma divis\u00e3o sutil: o azul, o vermelho e o dourado. Todas essas cores, a gente teve muita discuss\u00e3o em cima de cada um desses epis\u00f3dios. A gente fez teste de cor na parede, a gente fez testes filmados de cores de figurino, da cor da cortina do segundo epis\u00f3dio, qual o vermelho que seria mais interessante. Come\u00e7amos com um vinho escuro e acabou com um vermelho forte mesmo, a gente foi mudando de acordo com os testes filmados. Pensamos bastante na imagem do filme; e imagem n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 fotografia, imagem \u00e9 a conversa toda com a dire\u00e7\u00e3o, com a gram\u00e1tica do filme e com a dire\u00e7\u00e3o de Arte e a pr\u00f3pria montagem do filme, que \u00e9 toda feita em cima da m\u00fasica. Film\u00e1vamos com partitura. A Lina dirigia todas as cenas com partitura, toda a parte de m\u00fasica, todos os planos e tamb\u00e9m a montagem. \u00c9 um filme muito especial de linguagem, acho que ele \u00e9 um presente para a imagem, para a Dire\u00e7\u00e3o de Arte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As fus\u00f5es parecem ter sido muito importantes na execu\u00e7\u00e3o da &#8216;partitura&#8217; visual. Como foram feitas as fus\u00f5es?<\/strong><br>\u00c9 o olhar delicado da Lina mesmo, que a gente absorveu o melhor poss\u00edvel. O filme tem muitas fus\u00f5es, aproximadamente 53. Isso inicialmente seria feito em trucagem, mas trucagem \u00e9 muito cara, tem que se fazer master, o que era invi\u00e1vel num or\u00e7amento de R$ 500.000. Ent\u00e3o, aproveitamos que no fim de 1999 chegou um equipamento de copiagem no laborat\u00f3rio Curt &amp; Alex em que era poss\u00edvel fazer as trucagens na montagem de negativo A e B. At\u00e9 ent\u00e3o este tipo de trabalho s\u00f3 era poss\u00edvel de se fazer aqui no Brasil em 16mm. Em 35 mm era na pr\u00f3pria truca mesmo. Todas as fus\u00f5es foram pensadas na pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o, por causa do baixo or\u00e7amento do filme. Em alguns casos era imposs\u00edvel fazer a copiagem A e B por causa do tempo, porque o tempo da fus\u00e3o na montagem A e B \u00e9 limitado pelo n\u00famero de quadros, ent\u00e3o temos no filme uma trucagem que foi feita realmente na truca. Foi feita pelo Wanderley, com v\u00e1rios testes tamb\u00e9m, e ficou perfeita: \u00e9 justamente a trucagem maior das partituras que se fundem no plano do maestro, da orquestra numa partitura na sala de ensaios. A\u00ed \u00e9 uma trucagem de 1 minuto e meio. Era imposs\u00edvel fazer em A e B. A gente fez uma outra trucagem na parte dos planos do piano, uma sobreposi\u00e7\u00e3o de notas musicais em cima de um plano sequ\u00eancia na segunda est\u00f3ria. Tamb\u00e9m foi uma truca feita no Brasil, um mar de notinhas. Eu gosto bastante&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como voc\u00ea se relaciona com outros Diretores de Fotografia?<\/strong><br>Agora com a ABC eu estou achando divertindo estar em contato com as pessoas. A ABC \u00e9 um presente. Faz s\u00f3 um m\u00eas que eu virei uma internauta fan\u00e1tica, fico toda hora vendo os recados da ABC. A pr\u00f3pria sugest\u00e3o de livros do Carlos Garofallo; eu imediatamente adquiri o livro, eu estou achando muito bacana. Eu n\u00e3o sabia que eu sentia essa falta, eu n\u00e3o tinha essa consci\u00eancia, mas sinto muita, porque quando eu era assistente de c\u00e2mera eu tinha contato com muitos fot\u00f3grafos; agora como DF eu acabo tendo contato com aqueles que s\u00e3o meus amigos pessoais e \u00e9 pouco o contato. Eu estou naquele processo de deslumbramento com a ABC.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O filme <em>T\u00f4nica Dominante<\/em> para mim, por ser t\u00e3o sensorial, lembra muito o cinema iraniano, principalmente <em>O Sil\u00eancio<\/em> e <em>Gabbeh<\/em>, de Mohsen Makhmalbaf, respectivamente filmes sobre o som e as cores. Existe algum filme iraniano que \u00e9 refer\u00eancia para voc\u00ea?<\/strong><br>Sobre a fotografia dos filmes iranianos, n\u00e3o tem nenhum que me chame a aten\u00e7\u00e3o. Mas os filmes sim. Os filmes da Samira Makhmalbaf, tanto o <em>Quadro Negro<\/em> quanto <em>A Ma\u00e7\u00e3<\/em>, s\u00e3o filmes que eu gostaria de ter feito. Na verdade \u00e9 uma diretora que eu me identifico sem conhecer. O <em>T\u00f4nica Dominante<\/em> para mim tem muito isso. Acho que se eu visse o <em>T\u00f4nica Dominante<\/em> no cinema eu pensaria isso: &#8220;puxa, eu queria ter feito esse filme&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Porque voc\u00ea resolveu fazer fotografia de cinema?<\/strong><br>Eu resolvi fazer fotografia de cinema porque eu assistia o Canal 100, eu achava aquela fotografia muito bonita. Ent\u00e3o eu achava isso: eu quero fazer fotografia de futebol. E acabei jogando futebol quando eu estudava na ECA \u2013 eu ficava fotografando o tempo todo, eu jogava no Corinthians feminino. Mas eu comecei a fazer cinema por causa do Canal 100: era t\u00e3o bonito, c\u00e2mera lenta, aquela coisa t\u00e3o real. Voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea ningu\u00e9m em c\u00e2mera lenta. A fotografia \u00e9 capaz de coisas que n\u00e3o existem na realidade, como uma pintura; \u00e9 capaz de colocar o imagin\u00e1rio irreal dentro da realidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>E quais s\u00e3o tuas refer\u00eancias de imagem na pintura?<\/strong><br>Uma refer\u00eancia infantil de um quadro que eu sempre quis ver, porque minha m\u00e3e colecionava <em>Os G\u00eanios da Pintura<\/em>, \u00e9 <em>O Grito<\/em>, do Edvard Munch, que eu acho um quadro maravilhoso. Tamb\u00e9m, quem n\u00e3o gosta de Van Gogh? Quem n\u00e3o gosta de Gauguin? \u00c9 fundamental! Cada filme que voc\u00ea faz, voc\u00ea procura uma refer\u00eancia de imagem, pra voc\u00ea poder trabalhar naquele universo. Para poder falar a mesma l\u00edngua do Diretor e do Diretor de Arte. No <em>T\u00f4nica Dominante<\/em>, a gente assistia muito <em>A Liberdade \u00e9 Azul<\/em>, do Kieslowski. A Diretora de Arte apresentou umas pinturas japonesas. Pintura \u00e9 fundamental. Com os meus alunos eu procuro que isso aconte\u00e7a. Que quando me vem na cabe\u00e7a uma forma de representa\u00e7\u00e3o na pintura, que se torne refer\u00eancia de imagem em cima do roteiro. Estudar Vermeer, Gauguin e outros, segundo o roteiro que se apresenta. Voc\u00ea tem que ter a imagina\u00e7\u00e3o a mais livre poss\u00edvel. Mas isso n\u00e3o existe muito, porque quase tudo \u00e9 c\u00f3pia&#8230; S\u00f3 Deus, que inventou o mundo, n\u00e3o copiou. Na hora em que o Munch pintou o <em>O Grito<\/em>, ele tem aquilo no imagin\u00e1rio dele. Naquele momento faz parte da realidade dele, mesmo que seja inconsciente e invis\u00edvel. O Hopper traduz muito o mundo vis\u00edvel com sentimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O invis\u00edvel n\u00e3o est\u00e1 em todos os filmes?<\/strong><br>Acho que o invis\u00edvel est\u00e1 em alguns filmes, em outros n\u00e3o. Ele est\u00e1 quando a gente fala &#8220;puxa, esse filme eu gostaria de ter feito&#8221;. Talvez voc\u00ea tenha necessidades maiores para fazer esse filme. Geralmente as coisas que eu gosto s\u00e3o muito sensoriais. O que eu procuro como leitura de mundo, um livro que eu gosto muito \u00e9 <em>Em busca do tempo perdido<\/em>, do Proust, que \u00e9 um livro que eu n\u00e3o consigo acabar de ler, porque eu n\u00e3o consigo sair do lugar. Pra mim cada frase dele \u00e9 um presente tamb\u00e9m, porque \u00e9 um livro muito baseado na percep\u00e7\u00e3o. Cada frase do livro ele transforma: um ch\u00e1 \u00e9 transformado num acontecimento, num acontecimento justamente da sensa\u00e7\u00e3o. \u00c9 tudo m\u00e1gico, magia pura. Eu tenho muita dificuldade em ler. O Torero (Jos\u00e9 Roberto) me fez encontrar o meu caminho de leitura. Como o Torero \u00e9 um escritor, os livros dele s\u00e3o presentes, presentes que eu ganho. E eu comecei a me cobrar muito&#8230; A minha leitura \u00e9 sempre visual. Tem alguns livros pra mim que s\u00e3o base: <em>Em busca do tempo perdido<\/em> \u00e9 um livro b\u00e1sico da minha forma\u00e7\u00e3o visual com as palavras, porque \u00e9 muito sensorial, \u00e9 muito imagem, essa magia da imagem. Uma coisa simples como um ch\u00e1, uma madalena, vira tudo&#8230; Eu estou lendo tamb\u00e9m <em>Imagens do Inconsciente<\/em>, da Nise da Silveira. Acho que eu procuro o mundo irreal, e o cinema \u00e9 t\u00e3o irreal, com mundos t\u00e3o diferentes. Cada diretor te apresenta um universo, uma est\u00f3ria, especialmente no Brasil e no Ir\u00e3, que t\u00eam cinemas autorais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Filmografia Sum\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Kyrie ou o Inicio do Caos<\/em> \u2013 Dir. Debora Waldman<br>Melhor Fotografia \u2013 Festival de Bras\u00edlia\/1998 \u2013 Festival de Recife\/1998<\/p>\n\n\n\n<p><em>Eu sei que voc\u00ea sabe<\/em> \u2013 Dir. Lina Chamie<br>Melhor Fotografia \u2013 Festival de Bras\u00edlia\/1995<\/p>\n\n\n\n<p><em>Nelson<\/em> \u2013 Dir. Carlos Cortez<br>Melhor Fotografia \u2013 Festival de Cuiab\u00e1\/1997<\/p>\n\n\n\n<p><em>That&#8217;s A Lero Lero<\/em> \u2013 Dir. L\u00edrio Ferreira<br>Melhor Fotografia \u2013 Festival de Bras\u00edlia\/1995 \u2013 Festival de Gramado\/1995 \u2013 Festival de Cuiab\u00e1\/1996<\/p>\n\n\n\n<p><em>Rio de Janeiro, Minas<\/em> \u2013 Dir. Marili Bezerra<br>Melhor Fotografia \u2013 Pr\u00eamio Cine Clube Banco do Brasil\/1994 \u2013 Festival do Maranh\u00e3o\/1995<\/p>\n\n\n\n<p><em>Carlota Amorosidades<\/em> \u2013 Dir. Adilson Ruiz<br>Melhor Fotografia \u2013 Festival de Gramado<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Biografia da entrevistadora<\/strong><br>Alessandra Meleiro \u00e9 Diretora de Fotografia e doutoranda na ECA\/USP. Leciona as disciplinas &#8220;Projetos em Televis\u00e3o&#8221; na ECA\/USP e &#8220;Fotografia Cin\u00e9tica&#8221; na Un. Metodista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>K\u00e1tia Coelho iniciou sua carreira cinematogr\u00e1fica em 1983 como assistente de c\u00e2mera, tendo trabalhado em 19 filmes como primeira assistente. 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