{"id":582,"date":"2025-06-08T22:30:23","date_gmt":"2025-06-09T01:30:23","guid":{"rendered":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=582"},"modified":"2025-06-08T22:30:24","modified_gmt":"2025-06-09T01:30:24","slug":"bergman-homenageia-freud-mais-que-sonhos-em-comum","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mnemocine.com.br\/?p=582","title":{"rendered":"Bergman homenageia Freud: mais que sonhos em comum"},"content":{"rendered":"\n<p>Por Claudia Bavagnoli<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;<em>Fazer filmes \u00e9 mergulhar at\u00e9 as mais profundas ra\u00edzes, at\u00e9 o mundo da inf\u00e2ncia.<\/em>&#8221; \u2014 <strong>Ingmar Bergman<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo XIX, especificamente em 1895, nasceram oficialmente a Psican\u00e1lise e o cinema: Sigmund Freud publicou seus primeiros estudos e Louis Lumi\u00e8re fez a primeira proje\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica a um p\u00fablico pagante.<br><br>Durante o amadurecimento de ambos, profissionais desses e de outros campos \u2014 como realizadores cinematogr\u00e1ficos, psicanalistas e pensadores em geral \u2014 perceberam rela\u00e7\u00f5es entre tais \u00e1reas e se dedicaram a estud\u00e1-las.<br><br>Hugo Mauerhofer foi quem idealizou uma\u00a0<em>situa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica<\/em>. Nesta n\u00e3o devem existir dist\u00farbios audiovisuais, apenas as emiss\u00f5es provenientes do filme, deixando o espectador totalmente afastado do mundo exterior \u00e0 sala de proje\u00e7\u00e3o, o que acarreta uma fuga volunt\u00e1ria da realidade cotidiana. O espectador assiste ao filme semi-imobilizado e anonimamente isolado, no escuro, condi\u00e7\u00e3o que gera afinidade com o estado do sono, possibilitando ent\u00e3o que a\u00a0<em>situa\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica<\/em>\u00a0assuma uma fun\u00e7\u00e3o psicoterap\u00eautica.<br><br>Edgar Morin, em\u00a0<em>O Cinema ou Homem Imagin\u00e1rio<\/em>, aponta as anomalias que aparentam o cinema e o sonho, as caracter\u00edsticas para-hipn\u00f3ticas da sess\u00e3o cinematogr\u00e1fica: obscuridade, encantamento por meio da imagem, descontra\u00e7\u00e3o &#8220;confort\u00e1vel&#8221;, passividade e impot\u00eancia f\u00edsica. Como ocorre durante o sonho, Morin verificou a proje\u00e7\u00e3o-identifica\u00e7\u00e3o do espectador com o filme.<br><br>As analogias entre cinema e sonho, ao unirem seus diversos elementos constituintes \u2014 o escuro, o isolamento, a alucina\u00e7\u00e3o, a proje\u00e7\u00e3o&#8230; \u2014 fazem com que o cinema seja visto como um simulacro do sonho. Especulando, nota-se que o tempo de dura\u00e7\u00e3o da fase do sono na qual se sonha, REM (<em>Rapid Eye Moviment<\/em>), dura cerca de 90 minutos, aproximadamente a mesma dura\u00e7\u00e3o dos filmes. Segundo a cineasta brasileira Ana Carolina: &#8220;de noite somos todos diretores de cinema, porque um sonho \u00e9 como um filme que cada um de n\u00f3s faz com inteira liberdade.&#8221;<br><br>O presente trabalho n\u00e3o ser\u00e1 conduzido pelas rela\u00e7\u00f5es entre sonho e cinema, assunto que ainda hoje gera estudos, mas pela an\u00e1lise de um filme em especial, no qual o sonho \u00e9 tematizado:\u00a0<em>Morangos Silvestres<\/em>\u00a0(<em>Smultronst\u00e4llet<\/em>), de Ingmar Bergman (Su\u00e9cia, 1957).<br><br><em>Morangos Silvestres<\/em>\u00a0conta a hist\u00f3ria de um m\u00e9dico e professor aposentado, Isaak Borg (Victor Sjostrom), que, aos 78 anos, ser\u00e1 homenageado com o t\u00edtulo honor\u00e1rio da Universidade de Lund, sua cidade natal, a qual abandonara em favor de Estocolmo. Desde a v\u00e9spera at\u00e9 a chegada em Lund, Borg \u00e9 invadido por recorda\u00e7\u00f5es do passado que confrontam o seu presente. Sonhos, devaneios e <em>flashbacks<\/em> conduzem-no a um mergulho no inconsciente, fazendo-o perceber que seu temperamento \u00e1spero e distante impossibilita o envolvimento afetivo com familiares e amigos, protegendo-o do sofrimento e, por outro lado, isolando-o. A constata\u00e7\u00e3o da velhice e solid\u00e3o trazem a presen\u00e7a iminente da morte, incitando-o a repensar sua vida durante o percurso que faz at\u00e9 Lund. O desencadeador dessa viagem introspectiva \u00e9 o sonho que teve na noite anterior \u00e0 partida para a sua celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um ensaio intitulado\u00a0<em>O outro lado do sonho em Morangos Silvestres<\/em>,\u00a0tal sonho \u00e9 analisado por Eduardo Pe\u00f1uela Ca\u00f1izal. Utilizando-se de modelos sem\u00e2nticos de met\u00e1fora e a vis\u00e3o freudiana dos processos on\u00edricos, ele inicia a an\u00e1lise tomando por base os coment\u00e1rios e a sinopse que o pr\u00f3prio Bergman faz sobre o filme e sua vida, reunidos no livro\u00a0<em>Imagens<\/em>.<br><br>Quanto \u00e0 sinopse, Bergman se limita a relatar que Borg receber\u00e1 uma homenagem em Lund e, na noite de v\u00e9spera, sonha estar em uma cidade desconhecida e despovoada, onde um caix\u00e3o cai de um carro funer\u00e1rio e deixa escapar uma m\u00e3o que o agarra: o morto tem a sua apar\u00eancia. Pe\u00f1uela observa que a descri\u00e7\u00e3o limita-se a uma parte do conte\u00fado manifesto do sonho: n\u00e3o s\u00e3o mencionados a figurativiza\u00e7\u00e3o do carro-carruagem, seu suposto percurso por ruas vazias, a velocidade que a carruagem adquire ao perder a roda e o barulho da queda do caix\u00e3o. O enorme rel\u00f3gio sem ponteiros que denota um tempo imensur\u00e1vel tamb\u00e9m \u00e9 ignorado.<br><br>Os coment\u00e1rios recortados por Pe\u00f1uela de<em>\u00a0Imagens<\/em>\u00a0sobre a \u00e9poca da cria\u00e7\u00e3o do roteiro mostram o diretor sueco num momento tumultuado: separava-se de Bibi Anderson e revivia conflitos com seus pais. Bergman compara a condi\u00e7\u00e3o de seu personagem com a de seu pai e com a pr\u00f3pria: priva\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es humanas, necessidade de se impor, introvers\u00e3o e fracasso apesar do sucesso profissional. Escreveu sobre a dificuldade de assistir aos pr\u00f3prios filmes por estes serem concebidos em todo seu corpo, principalmente nos intestinos.<br><br>Pe\u00f1uela compara tamb\u00e9m cartas desse per\u00edodo que Bergman troca com amigos ao relato que Borg faz no pr\u00f3logo do filme. As revela\u00e7\u00f5es coincidem: ang\u00fastia, solid\u00e3o, isolamento e preocupa\u00e7\u00e3o com o trabalho em processo. A vida de Bergman, extradieg\u00e9tica, dialoga com a vida do personagem que cria, intradieg\u00e9tica \u2014 mesmo se tratando de modalidades textuais diferentes, uma real e outra ficcional, h\u00e1 vozes ressonantes nesses dois textos: os tra\u00e7os psicol\u00f3gicos dos dois indiv\u00edduos.<br><br>O sonho em quest\u00e3o \u00e9 interpretado por Pe\u00f1uela de acordo com a teoria freudiana que, resumidamente, defende a ideia dele ser composto por dois conte\u00fados: o manifesto (como o sonho se apresenta na mem\u00f3ria) e o latente (os &#8220;pensamentos do sonho&#8221;, a significa\u00e7\u00e3o). Esses conte\u00fados s\u00e3o apresentados como duas vers\u00f5es do mesmo assunto em duas linguagens diferentes: o manifesto seria a transcri\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica do latente; seus caracteres devem ser individualmente transpostos para a linguagem do sonho ser interpretada.<br><br>Os mecanismos fundamentais do trabalho do sonho s\u00e3o: condensa\u00e7\u00e3o, deslocamento, figura\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria (Freud, 1987,p 270-298). Segundo Pe\u00f1uela, a condensa\u00e7\u00e3o \u00e9 enunciada no sonho de Isaak com a sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens, originando uma mistura de corporalidades diferentes. O deslocamento \u00e9 percebido com a duplicidade de Isaak Borg, dentro e fora do caix\u00e3o puxando a si mesmo, com a libera\u00e7\u00e3o do compromisso temporal e racional.<br><br>Implementando esse racioc\u00ednio, ressalvo a presen\u00e7a do rel\u00f3gio sem ponteiros que, ao inv\u00e9s de fazer tic-tac, bate como um cora\u00e7\u00e3o, desnorteando o velho professor que procura al\u00edvio nas sombras; e tamb\u00e9m indico a presen\u00e7a de um homem com as fei\u00e7\u00f5es fechadas e presas no centro do rosto, como um umbigo, que ao cair no ch\u00e3o, apesar de parecer uma est\u00e1tua oca, sangra.<br><br>Quanto ao conte\u00fado latente, Pe\u00f1uela reflete a significa\u00e7\u00e3o de tal sonho partindo do paradigma da alimenta\u00e7\u00e3o: o cineasta afirmara que seus filmes foram concebidos nos intestinos e Borg \u00e9 chamado a almo\u00e7ar no pr\u00f3logo do filme, antes de serem dados os cr\u00e9ditos que precedem o sonho com a carruagem vinda por ruas tortuosas que, ao perder a roda e liberar o caix\u00e3o, sai em disparada. Por met\u00e1foras, Pe\u00f1uela observa: &#8220;a carruagem teria partido de um necrot\u00e9rio-est\u00f4mago trazendo o caix\u00e3o-excremento at\u00e9 que sua traseira-\u00e2nus o arrojasse para fora&#8221;. O sentido latente dessa sequ\u00eancia se faz presente por meio de uma representa\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica da defeca\u00e7\u00e3o.<br><br>Pe\u00f1uela acredita que Bergman utilizou como modelo para esse simulacro de sonho a obra de Freud intitulada &#8220;Analises de la fobia de un ni\u00f1o de 5 a\u00f1os (el peque\u00f1o Hans)&#8221; (1993), na qual h\u00e1 passagens em que Hans relata ao pai problemas que tinha para defecar por meio de met\u00e1foras: &#8220;as carruagens carregadas podem virar, s\u00e3o como barrigas cheias, por isso assustam; j\u00e1 as vazias n\u00e3o&#8221;.<br><br>Seu ensaio, sustentado pela teoria freudiana da &#8220;interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos&#8221;, dialoga com o sonho de Borg e o caso do pequeno Hans. Mas Pe\u00f1uela tamb\u00e9m nos mostrou que Borg e Bergman dialogam. Conclui-se ent\u00e3o que Bergman, utilizando-se do sonho de Borg, seu prov\u00e1vel simulacro, livra-se de fatos que pesavam e incomodavam sua vida, conseguindo, depois de certo esfor\u00e7o, andar mais livremente.<br><br>Acredito que n\u00e3o apenas esse sonho, mas que diversas situa\u00e7\u00f5es do filme dialoguem com as teorias psicanal\u00edticas de Freud:\u00a0<em>Morangos Silvestres<\/em>, enquanto mergulha no passado e inconsciente de Borg, homenageia a psican\u00e1lise ao retratar alguns seus diversos conceitos.<br><br>Os procedimentos do sonho, condensa\u00e7\u00e3o e deslocamento, como j\u00e1 mencionado, s\u00e3o sempre anunciados por meio da sobreposi\u00e7\u00e3o de imagens e da falta de l\u00f3gica, respectivamente. Enquanto Borg sonha, delira ou tem um\u00a0<em>flashback<\/em>, as imagens do filme formam-se sempre por meio da confus\u00e3o gerada pela jun\u00e7\u00e3o de dois ou mais fotogramas, e o personagem Borg aparece em todas essas situa\u00e7\u00f5es, independente da \u00e9poca da vida a ser retratada: com o corpo envelhecido at\u00e9 quando \u00e9 levado de volta \u00e0 sua juventude e se encontra com Sara, seu puro e primeiro amor.<br><br>Sara descreve o jovem Isaak como &#8220;gentil, fino, honesto e sens\u00edvel&#8221;, contrariando a maneira que ele nos \u00e9 apresentado: &#8220;um velho ego\u00edsta&#8221;. Subentende-se que essa transforma\u00e7\u00e3o em seu comportamento teve uma causa: o fato da amada ter-lhe trocado pelo irm\u00e3o in\u00fatil fez com que endurecesse, afastando-se do conv\u00edvio social por medo de sofrer. Poderia ser entendido esse fato como um trauma?<br><br>O &#8220;ego\u00edsmo&#8221; que lhe \u00e9 atribu\u00eddo por sua fiel empregada e por sua doce nora Marianne \u00e9 de serventia a Freud para a caracteriza\u00e7\u00e3o dos sonhos, no sentido em que &#8220;o ego bem amado aparece em todos eles (sonhos)&#8221;. &#8220;O ego\u00edsmo \u00e9 o interesse que o ego tem por si mesmo&#8221; (Laplanche, 1995). Ego\u00edsta \u00e9 aquele que pensa em si visando se proteger, \u00e9 uma puls\u00e3o de auto-conserva\u00e7\u00e3o.<br><br>Em um de seus sonhos, Borg est\u00e1 em companhia de Sara, que lhe mostra um espelho pedindo-lhe que se olhe: ele titubeia, como se n\u00e3o conseguisse se encarar. O espelho reflete alguma verdade: ser\u00e1 que ele a teme ou lhe desagrada? Contrariando Narciso, Borg foge de sua imagem, da verdade e do que mais lhe traria algum encanto, pois \u00e9 assim que h\u00e1 tempos permanece com sua carca\u00e7a rija, distanciando-se de tudo que poderia torn\u00e1-lo vol\u00favel.<br><br>O casal que gera um acidente na estrada \u00e9 formado por uma mulher que sofre de males n\u00e3o diagnosticados (n\u00e3o apresentam causas som\u00e1ticas) e por um homem que a ridiculariza, chamando-a de fingida e apresentando-a como atriz. A rea\u00e7\u00e3o incr\u00e9dula e debochada do marido para com a esposa, uma prov\u00e1vel hist\u00e9rica, pode ser comparada \u00e0 atitude dos doutores colegas de Freud diante das ideias deste sobre a histeria.<br><br>Ainda uma \u00faltima passagem traz alus\u00e3o \u00e0 teoria psicanal\u00edtica. Quando a m\u00e3e de Isaak Borg pega uma caixa de recorda\u00e7\u00f5es, diz ter dado risadas de recadinhos que duas irm\u00e3s escreveram ao pai: &#8220;Ao meu pai, quem mais amo no mundo&#8221; e &#8220;Vou me casar com papai&#8221;. Ela agiu da mesma maneira ir\u00f4nica que os congressistas presentes na divulga\u00e7\u00e3o da teoria que Freud denominou &#8220;Complexo de \u00c9dipo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">*<\/p>\n\n\n\n<p>Realizei apenas um levantamento de coincid\u00eancias entre algumas teorias freudianas e passagens do filme de Bergman, as quais me levam a pensar em\u00a0<em>Morangos Silvestres<\/em>\u00a0tamb\u00e9m como uma homenagem a Freud e ao seu trabalho, mas nunca o limitando a isso. N\u00e3o acredito que essa seja a leitura totalit\u00e1ria do filme, mas sim que colabore para seu entendimento. Acho interessante a presen\u00e7a de in\u00fameras cenas que remetem \u00e0 psican\u00e1lise e absurdo seria ignor\u00e1-las. Contudo,\u00a0<em>Morangos Silvestres<\/em>\u00a0\u00e9 um bel\u00edssimo filme sobre o tempo, a mem\u00f3ria e o reencontro, uma obra- prima em que Bergman explora a vida e a morte com incr\u00edvel sensibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><br>BERGMAN, Ingmar. <em>Imagens<\/em>. S\u00e3o Paulo, Martins Fontes, 1996.<br>CA\u00d1IZAL, Eduardo Pe\u00f1uela. <em>O outro lado do sonho em Morangos Silvestres<\/em> In <em>Gal\u00e1xia<\/em>. S\u00e3o Paulo, EDUC, 2001.<br>FREUD, Sigmund. <em>A interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos<\/em> In <em>Obras Completas<\/em>, vol. IV 1987.<br>LAPLANCHE e PONTALIS. <em>Vocabul\u00e1rio da psican\u00e1lise<\/em>. S\u00e3o Paulo, Martins Fontes, 1995.<br>MAUERHOFER O, Hugo. <em>A psicologia da experi\u00eancia cinematogr\u00e1fica<\/em> In <em>A experi\u00eancia do cinema<\/em>: <em>antologia<\/em>. Org. Ismail Xavier. Rio de Janeiro, Graal, 1993.<br>MORIN, Edgar. <em>Cinema ou Homem Imagin\u00e1rio<\/em>. Lisboa, Moraes Editores, 1980.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Biografia<\/strong><br>Claudia Bavagnoli \u00e9 Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Semi\u00f3tica pela PUC-SP.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Claudia Bavagnoli &#8220;Fazer filmes \u00e9 mergulhar at\u00e9 as mais profundas ra\u00edzes, at\u00e9 o mundo da inf\u00e2ncia.&#8221; \u2014 Ingmar Bergman No final do s\u00e9culo XIX, especificamente em 1895, nasceram oficialmente a Psican\u00e1lise e o cinema: Sigmund Freud publicou seus primeiros estudos e Louis Lumi\u00e8re fez a primeira proje\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica a um p\u00fablico pagante. 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